Uma cliente entra em um showroom com duas amostras de madeira nas mãos. Gosta de ambas, mas quer saber como cada uma ficaria nos armários da cozinha. Por exemplo, ela poderia encostar a primeira amostra em uma mesa para ver como a madeira ficaria na cozinha. Em seguida, trocaria a peça mantendo o mesmo ângulo. Depois, leva as duas opções no celular para conversar com quem vai morar na casa. Nesse exemplo, as soluções interativas acompanham uma decisão desde a primeira dúvida até a escolha.
O que essa cena sugere para 2027? Uma das possibilidades é aproximar três coisas que o visitante costuma encontrar separadas. Primeiro, a amostra permite sentir a textura. Em seguida, a tela mostra o acabamento no conjunto dos armários. Por fim, o celular guarda as opções para a conversa em casa.
A seguir, examinamos cinco caminhos para lojas, showrooms, museus e espaços de treinamento. Os projetos da BMW Welt e de museus do Smithsonian mostram recursos que já foram desenvolvidos. A partir dessas referências, a Techno Motion propõe aplicações para quem vai escolher soluções interativas em 2027.
Como guias com inteligência artificial podem personalizar uma visita
Na BMW Welt, em Munique, quem abre o aplicativo pode seguir Lara, uma guia digital baseada em inteligência artificial. O percurso tem mais de 16 paradas e oferece orientação em vários idiomas. Quando aponta a câmera do celular para os itens expostos, o visitante acompanha a apresentação no próprio ritmo. Conheça a guia Lara no aplicativo da BMW Welt.
Para um showroom que planeja suas soluções interativas para 2027, o aspecto mais interessante desse exemplo é a relação entre a informação e o objeto que está diante da pessoa. Por exemplo, dois visitantes examinam a mesma máquina de café. Enquanto um quer saber quanto espaço ela ocupa no balcão, o outro procura instruções para limpar o reservatório. Nesse caso, o guia poderia abrir um desenho com as medidas para o primeiro e uma demonstração curta para o segundo.
Como escolher e testar as respostas do guia
Antes de escolher o avatar ou a voz, vale reunir as perguntas que a equipe ouve durante uma semana de atendimento. Em seguida, associe cada pergunta a uma resposta que alguém da empresa possa conferir. Nesse caso, a medida deve vir da ficha da versão em exposição. Já o vídeo de limpeza deve mostrar o reservatório daquela versão. Quando a informação depende de uma condição particular do cliente, o próprio guia pode encaminhar a conversa para um especialista.
Também vale testar o percurso com alguém que nunca viu o produto. Peça que descubra, por conta própria, se a máquina cabe em um nicho de determinada largura. Em seguida, observe onde a pessoa hesita e qual informação usa para responder. Assim, a equipe consegue avaliar se o guia resolveu uma dúvida de compra e identificar qual trecho merece revisão.
Objetos físicos passam a fazer parte da interface
No Cooper Hewitt, museu de design de Nova York, uma caneta digital permitia ao visitante guardar os objetos de que gostava. Para isso, bastava aproximar uma das extremidades da etiqueta correspondente. Depois, em mesas interativas, era possível explorar as escolhas e até desenhar com a outra ponta da caneta. O gesto de colecionar fazia sentido em um lugar dedicado a observar como as coisas são desenhadas. Conheça o projeto da caneta do Cooper Hewitt.
A oportunidade para 2027 é escolher objetos que o público já sabe manusear e fazer com que eles comandem parte da experiência. Por exemplo, na loja de acabamentos, a cliente percebe com os dedos a diferença entre uma superfície lisa e outra com relevo. Em seguida, ela poderia aproximar cada peça de um ponto de leitura para ver a cozinha com o acabamento correspondente. Assim, duas soluções interativas de comparação podem compartilhar a mesma interface sem exigir uma lista de códigos para memorizar.
Como comparar acabamentos na mesma luz
Para isso, o projeto precisa definir o que acontece entre uma escolha e outra. Se a iluminação da cozinha virtual mudar junto com a madeira, a cliente pode atribuir ao material uma diferença causada pela luz. Por isso, o primeiro teste deveria preservar a escala, a posição da câmera e as condições de iluminação durante a troca. Depois da comparação inicial, a pessoa poderia experimentar como aquela opção fica sob luz natural ou artificial.
Também vale considerar a organização do expositor. Quando alguém reposiciona uma amostra no expositor, a próxima pessoa precisa conseguir identificá-la. Nesse caso, um nome legível tanto na peça quanto na tela também ajuda o vendedor a recuperar a escolha. Desse modo, a identificação das amostras aproxima as soluções interativas da rotina de quem trabalha na loja.
Como combinar totens e projeções em uma experiência coletiva
O Museu Nacional do Ar e do Espaço, nos Estados Unidos, documentou uma instalação que reúne um globo de projeção e seis quiosques interativos. A projeção esférica oferece ao grupo um ponto de observação comum, enquanto os quiosques permitem aprofundar temas da exposição. O exemplo ajuda a pensar em quem acompanha a experiência de fora, além de quem está diante dos comandos. Veja a descrição do globo interativo pelo Smithsonian.
Por exemplo, imagine essas soluções interativas em um treinamento sobre fluxo de produção. Na parede, o grupo veria uma maquete de fábrica com três etapas. Ao mesmo tempo, uma pessoa no totem aumentaria o ritmo da primeira delas. Em seguida, todos poderiam observar onde o estoque intermediário começa a crescer. Assim, o facilitador teria um acontecimento concreto para discutir com a turma. Por exemplo, por que produzir mais peças no início pode deixar pedidos parados no meio da linha?
O que o grupo precisa enxergar na projeção
Nesse caso, vale usar a tela pequena para os comandos e reservar a projeção para as consequências. Afinal, quem está no fundo da sala também precisa enxergar qual etapa mudou. Por exemplo, uma mudança de forma, uma legenda curta ou um movimento localizado podem indicar o ponto que merece atenção. Da mesma forma, mostrar a condição inicial ao lado do resultado facilita a comparação.
Antes de aprovar o conteúdo, faça dois testes simultâneos. Enquanto uma pessoa opera o controle, a outra observa da posição mais distante. Depois, peça que cada uma descreva o que aconteceu. Se apenas quem tocou na tela conseguir explicar a relação entre a decisão e seu efeito, a projeção ainda precisa de uma indicação visual mais clara.
Como as soluções interativas continuam no celular depois da visita
No projeto da caneta do Cooper Hewitt, as peças guardadas durante a visita podiam ser consultadas depois pelo celular ou em casa. Dessa forma, o visitante levava consigo uma referência às próprias escolhas. Essa continuidade é uma ideia especialmente valiosa para soluções interativas que apoiam decisões demoradas, como selecionar um equipamento ou comparar acabamentos com outra pessoa. Veja como o visitante recuperava sua seleção no Cooper Hewitt.
Para 2027, imagine que a cliente do showroom encerre a sessão com duas cozinhas na tela. Nesse caso, um código ao lado das imagens abriria as duas opções no celular. Para facilitar a comparação, a página mostraria os nomes das madeiras e os armários vistos do mesmo ângulo. Depois, ao mostrar a página em casa, ela consegue retomar a conversa exatamente no ponto em que ficou.
O que guardar na comparação pelo celular
Primeiro, escolha quais detalhes o cliente vai precisar consultar em casa. Por exemplo, se duas opções parecem idênticas na tela pequena, um detalhe ampliado do veio pode ajudar. Quando a distinção está na manutenção, incluir as instruções específicas de cada acabamento dá à comparação uma utilidade que a imagem sozinha não oferece. Também é importante indicar a referência comercial que o vendedor reconhecerá se o cliente voltar.
Por fim, para testar essas soluções interativas, entregue o celular a alguém que não esteve no showroom. Essa pessoa consegue identificar os dois acabamentos, entender a diferença e pedir informações sobre um deles? Assim, a equipe avalia a página pelas tarefas que ela permite concluir. Além disso, vale testar a passagem para o próximo visitante, para que cada sessão comece com a seleção certa.
Toque, áudio e legendas ampliam as formas de participação
No Museu Nacional de História Americana, o público encontra estações com recursos táteis, telas com textos e legendas e pontos de audiodescrição. A combinação varia conforme a exposição. Por exemplo, uma peça com relevo oferece uma maneira de explorar a forma. Já uma descrição em áudio pode orientar a pessoa entre os elementos de uma cena. Conheça os recursos táteis e acessíveis do museu.
Para quem planeja soluções interativas em 2027, uma boa pergunta cabe já no roteiro. Que informação essencial se perde quando alguém acompanha a demonstração sem som? Por exemplo, na cozinha virtual, a narração pode explicar que o acabamento claro tem veios longos e espaçados. Portanto, a legenda precisa levar a mesma informação à tela, perto da amostra correspondente e pelo tempo suficiente para leitura. Por outro lado, para quem depende do áudio, dizer apenas “veja a diferença aqui” deixa justamente a diferença sem explicação.
Como encontrar e ativar a audiodescrição
Além disso, o visitante precisa conseguir ativar cada recurso. Se o convite para ativar a audiodescrição aparece apenas como texto pequeno no canto da tela, parte do público pode nem descobrir que ele existe. Por isso, convém testar os comandos com pessoas que usam esses recursos, desde a aproximação ao equipamento até o encerramento da atividade. Em seguida, pergunte em que momento precisaram de ajuda e observe se conseguiram voltar à comparação depois de ouvir a descrição.
Quais soluções interativas fazem sentido para o seu projeto?
Na hora de escolher entre as cinco tendências, comece pela decisão que trouxe o público até você. Por exemplo, na loja de acabamentos, pode bastar que a pessoa compare duas madeiras e leve essa escolha para casa. Por outro lado, em um treinamento talvez importe mais que toda a turma veja o efeito de um comando. Para discutir soluções interativas com a Techno Motion, descreva o espaço, quem vai participar e qual tarefa essa pessoa precisa concluir. Converse com a Techno Motion sobre seu projeto.


